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quinta-feira, 29 de agosto de 2024

Arqueólogo Juvandi de Souza Santos fala sobre o Projeto Rio do Peixe que investiga pegadas de dinossauros e gravuras rupestres em Sousa e outros municípios da Paraíba


 

Juvandi de Souza Santos é professor, arqueólogo, paleontólogo e pesquisador da Universidade Estadual da Paraíba. Ele é o idealizador e coordenador geral do Projeto intitulado APEAP - Atividades de Pesquisa de Educação Ambiental e Patrimonial da Bacia Sedimentar do Rio do Peixe, na Paraíba, fomentado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ensino Superior (Secties-PB) em parceria com a Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq-PB) que conta com uma equipe multidisciplinar nas áreas de arqueologia, paleontologia, pedagogia, biologia, história e comunicação e tem como objetivo principal a preservação e difusão do patrimônio pré-histórico e histórico paraibano.



Primeiramente, gostaria que o senhor falasse um pouco do seu trabalho, como iniciou nas pesquisas científicas com foco nas prospecções de vestígios arqueológicos e paleontológicos na Paraíba?


Juvandi - Faz 32 anos que eu comecei nessas atividades de cunho arqueológico, paleontológico e espeleológico na Paraíba. Especificamente na região da Bacia Sedimentar do Rio do Peixe nós começamos as atividades em 2007/2008 realizando prospecções e atividades de educação ambiental e patrimonial nas comunidades dessa região.

Quando se deu início às pesquisas sobre as descobertas das pegadas de dinossauros no município de São João do Rio do Peixe? 


Juvandi - Essas pesquisas são muito antigas! Desde os anos 60, principalmente nos anos 70, o grande pioneiro é o Padre italiano Giuseppe Leonardi que já pesquisava nesta região. Então devemos à ele e posteriormente ao professor Ismar de Souza da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que também foi um dos pioneiros nas grandes descobertas de fósseis.


Quantos sítios arqueológicos e paleontológicos existem atualmente na Bacia Sedimentar do Rio do Peixe?


Juvandi - Até o momento nós temos um levantamento superficial de pelo menos 62 sítios paleontológicos e 15 sítios arqueológicos. Acredito que quando findar o projeto é que teremos a quantidade exata dos sítios existentes na região da Bacia Sedimentar do Rio do Peixe na Paraíba.


Além das pegadas de dinossauros, gravuras rupestres também são estudadas na região para a preservação patrimonial. São vestígios que vem superando a ação do tempo, do vento, das chuvas. Como é o trabalho feito pela equipe do Projeto de Atividades de Pesquisa de Educação Ambiental e Patrimonial da Bacia Sedimentar do Rio do Peixe (APEAP) para manter a conservação?


Juvandi - Inicialmente nós realizamos as atividades em campo de prospecções arqueológicas e paleontológicas nos sítios e fazemos o processo de catalogação de todas as pegadas evidenciadas. Para realizar o salvamento desses vestígios temos que pedir autorização da Agência Nacional de Mineração. A conservação de um material arqueológico só é possível ser feita em laboratório especializado. Naturalmente, os sítios tendem a desaparecer pelos processos erosivos das chuvas e do vento com o passar dos séculos.

 
Sousa, município da Paraíba é bastante conhecida mundialmente por possuir grandes quantidades de sítios com pegadas de dinossauros, onde está localizado o Monumento Natural Vale dos Dinossauros. O Projeto visa também realizar atividades de Educação Ambiental e Patrimonial, que visa promover palestras nas escolas, exibição de filmes, museu itinerante e visitação ao Vale dos Dinossauros com o intuito de promover uma conscientização do patrimônio e meio ambiente. Gostaria que o senhor relatasse quais são os principais desafios hoje de fazer pesquisa dessa magnitude?


Juvandi - O grande desafio é conseguir os recursos financeiros para trabalhar em pesquisa científica de modo geral no Brasil. Na questão ambiental, é muito desafiador impedir a destruição dos sítios tanto através das ações da própria natureza que não estão sob o nosso controle quanto da ação humana, que estas sim podemos controlar através de ações educativas para conscientizar a importância da preservação do nosso patrimônio histórico e ambiental.


Como resultado da pesquisa, serão publicado dois livros e será também realizado um congresso em março de 2025. Quais as expectativas para a publicação dos livros e também para o 1° Simpósio Paraibano de Paleontologia e Arqueologia na Paraíba que terá uma grande importância e contribuição para os estudos na área. 


Juvandi - Nós pretendemos publicar dois livros. O primeiro será resultado da pesquisa nos municípios de Sousa, Uiraúna e São João Do Rio do Peixe, já o segundo livro almejamos lançar na segunda etapa do Projeto no qual pretendemos visitar os outros cinco municípios que compõe a Bacia Sedimentar do Rio do Peixe. Para o 1° Simpósio nossas expectativas é lançarmos o nosso primeiro livro, convidar grandes pesquisadores que trabalharam na Bacia Sedimentar do Rio do Peixe para discutir as situações e o descaso dos sítios arqueológicos e paleontológicos no sertão da Paraíba. Será um grande evento com a presença do Padre italiano Doutor em Paleontologia Giuseppe Leonardi, o professor Ismar Souza da Univerdidade do Rio de Janeiro e outros grandes pesquisadores, mostrar as novidades e as grandes descobertas de novos sítios arqueológicos e paleontológicos realizadas pela nossa equipe.


quarta-feira, 28 de agosto de 2024

Arqueólogos e Paleontólogos do Projeto Rio do Peixe realizam atividades de preservação e conservação ambiental e patrimonial em sítios arqueológicos na Paraíba

  





O Projeto é fomentado pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Ensino Superior - SECTIES em parceria com a Fundação de Apoio à Pesquisa da Paraíba - Fapesq. 

A equipe multidisciplinar do Projeto de Atividades de Pesquisa de Educação Ambiental e Patrimonial na Bacia Sedimentar do Rio do Peixe (APEAP) é composta pelo coordenador geral Juvandi de Souza Santos (arqueólogo), João Rosa (arqueólogo), Juliana Carvalho (paleontóloga), Thomas Bruno (historiador), Rogério Ferreira (educação patrimonial), Flávia Martins (educação ambiental), Joice Schaeffer (assessoria técnica), Bruna Steinbach (jornalista e responsável pela divulgação do projeto), além dos estudantes bolsistas Eduardo Bruno, Aniele Rodrigues e Larissa Karla que também atuam no laboratório do Museu de História Natural da UEPB.

A equipe já esteve em atividades de campo para prospecções de salvamentos arqueológicos e identificou vestígios pré-históricos, que são pegadas fossilizadas de dinossauros e também gravuras rupestres.


"Essas inscrições e pegadas são conhecidas desde os anos 70, registradas pela primeira vez pelo Padre Giuseppe Leonardo que realizou importantes trabalhos paleontológicos no Brasil", afirmou o coordenador geral e arqueólogo Juvandi de Souza Santos.

As revisitações já aconteceram nos municípios de Sousa, de São João do Rio do Peixe e Poço de José de Moura na Paraíba.

A paleontóloga Juliana Carvalho afirmou que os registros fossilíferos no Brasil, pertencem ao povo brasileiro, é patrimônio da União. Por isso é importante o estudo e a preservação para que a população possa ter acesso e colaborar com a preservação.

"Essas atividades são fundamentais para a preservação e conservação do meio ambiente e dos patrimônios arqueológicos e paleontológicos, tanto para a comunidade científica quanto para sociedade", afirmou o arqueólogo João H. Rosa.

"Além disso, o conhecimento gerado durante a pesquisa pode subsidiar políticas ambientais sustentáveis de aproveitamento turístico e geração de renda para as comunidades do entorno, e também este trabalho não seria possível sem a ajuda de Luiz Carlos, nosso guia e um profundo conhecedor da região, responsável por inúmeros achados arqueológicos e paleontológicos. Somos muito gratos pela sua contribuição ao longo dessas cinco décadas de trabalho voluntário", finalizou o arqueólogo.


Além das atividades de campo que são fundamentais para a realização e coleta de dados para a pesquisa científica, o Projeto também visa a educação ambiental e patrimonial nas escolas municipais com realização de palestras, atividades lúdicas, exibição de filmes e um museu itinerante que ainda está em fase de implementação.




Como resultados das pesquisas de arqueologia, paleontologia, educação ambiental e patrimonial haverá o lançamento de um livro e a realização do 1⁰ Simpósio Paraibano de Arqueologia e Paleontologia.


Para saber mais informações do Projeto de Pesquisa acesse o portal da Secretaria de Ciência,Tecnologia, Inovação e Ensino Superior da Paraíba em SECTIES-PB.



Por Bruna Steinbach

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Carlos Alberto Torres lança antologia sobre Paulo Freire na Livraria Cortez em São Paulo


Livro tem lançamento marcado com a presença do autor no dia 16 de agosto  às 11h, na Livraria Cortez, de Perdizes    
Reconhecido como o primeiro crítico do “pensamento freiriano” pelo próprio Paulo Freire, autor de vasta obra de sociologia da educação e também poeta e escritor de ficção literária, Carlos Alberto Torres é um intelectual que percorreu vários países disseminando e divulgando o trabalho do “patrono da educação brasileira”.

“Diálogo e Práxis Educativa: Uma Leitura Crítica de Paulo Freire” é uma obra que reúne três importantes livros do escritor Carlos Alberto Torres publicados em 1979, por Edições Loyola (SP), pioneira na publicação de estudos sobre Paulo Freire no Brasil, no qual obteve visibilidade internacional. O seu conteúdo possibilita um contato com as principais categorias do pensamento freiriano, textos que influenciaram educadores e estudiosos brasileiros que buscaram ler, compreender e aplicar a pedagogia freiriana, além de oferecer uma das primeiras biografias sobre Freire desde seu trabalho no Brasil, e o exílio. 

         “Meus livros foram escritos em uma época muito importante da América Latina e especialmente no Brasil, porque Paulo Freire havia sido exilado e sua obra estava proibida pela ditadura militar”, disse o autor. 1964 foi o ano do Golpe e do sonho interrompido de fomentar uma educação emancipada voltada para a consciência política e social.

         Sobre a sua obra, Torres “sintetiza o que hoje se denomina como uma sociologia política da educação, oferece perspectivas analíticas vinculando a educação com a economia política, a filosofia política da educação e a pedagogia propriamente dita. Também oferece uma análise comparada das principais obras do ‘primeiro’ Freire que foi tão importante para as lutas políticas e pedagógicas da América Latina contra o autoritarismo. É um trabalho sistemático que oferece uma crítica radical e convida a uma democracia radical”.

          “O meu trabalho  não é oferecer apenas um comentário crítico mas um guia de leitura assim como um marco geral de compreensão do pensamento de Freire, dos pedagogos e pedagogas da liberação e das lutas pedagógicas na América Latina, ou seja, uma maneira de decodificar o pensamento de Freire e oferecer guias para sua implementação”, acrescenta.

            Paralelo à ideia desta retomada dos estudos sobre o seu pensamento, a Loyola homenageia os 51 anos da primeira experiência de alfabetização de adultos realizada pelo educador brasileiro em Angicos (RN), através do Programa Nacional de Alfabetização de Paulo Freire.

          Entre outras obras de Carlos Alberto Torres, destacam-se a colaboração no livro “Paulo Freire: uma biobibliografia”, organizado por Moacir Gadotti e o clássico “Comparative Education: the Dialetic of the global and the local” (“Educação comparada: a dialética do global e do local”), junto com Robert Arnove e Stephen Franz, obra originalmente publicada em inglês, já em sua 4ª edição, também traduzida para vários idiomas.

            Sobre o autor

           Carlos Alberto Torres, argentino, 63 anos, é diretor fundador do Instituto Paulo Freire da Argentina (2003), diretor fundador do Instituto Paulo Freire da Universidade da Califórnia Los Angeles, UCLA (2002) e diretor fundador do Instituto Paulo Freire de São Paulo (1991). É Professor Distinguido de Ciências Sociais e Educação Comparada na Universidade da Califórnia Los Angeles e sociólogo político da educação. Foi diretor do Centro Latino-americano da UCLA. É também poeta e escritor de ficção literária.

      Licenciado em Sociologia pela faculdade jesuíta Universidad del Salvador, na Argentina, obteve sua pós-graduação no México (FLACSO, Ciências Políticas) e nos Estados Unidos (Mestrado em Educação e Ph.D. em Desenvolvimento Internacional da Educação, na Universidade de Stanford).  Realizou seu curso de pós-doutorado em Fundamentos Educacionais no Canadá (Universidade de Alberta). Foi professor convidado em universidades da América do Norte, América Latina, Europa, Ásia e África. Lecionou em universidades na Inglaterra, Japão, Itália, Espanha, Tanzânia, Finlândia, Moçambique, Argentina, Brasil, México, Canadá, Costa Rica, Portugal, Taiwan, Coreia, Suécia e África do Sul.

             Sessão de autógrafos

Haverá sessão de autógrafos para o lançamento do livro Diálogo e Práxis Educativa – Uma Leitura Crítica de Paulo Freire.

Data: 16/8/2014 (sábado)
Horário: 11 horas
Local: Livraria Cortez – Perdizes (Rua Bartira, 317 – Ao lado da PUC)

Bruna Steinbach
 Assessora de imprensa



quarta-feira, 25 de junho de 2014

Escritor argentino lança antologia sobre Paulo Freire dia 3 de julho em João Pessoa



Livro tem lançamento marcado com a presença do autor às 19h na Livraria Leitura - Manaíra Shopping             
            Reconhecido como o primeiro crítico do “pensamento freiriano” pelo próprio Paulo Freire, autor de vasta obra de sociologia da educação e também poeta e escritor de ficção literária, Carlos Alberto Torres é um intelectual que percorreu vários países disseminando e divulgando o trabalho do “patrono da educação brasileira”.

             “Diálogo e práxis educativa: Uma leitura crítica de Paulo Freire” é uma obra que reúne três importantes livros do escritor Carlos Torres publicados em 1979, pela Loyola Edições (SP), pioneira na publicação de estudos sobre Paulo Freire no Brasil, no qual obteve visibilidade internacional. O seu conteúdo possibilita um contato com as principais categorias do pensamento freiriano, textos que influenciaram educadores e estudiosos brasileiros que buscaram ler, compreender e aplicar a pedagogia freiriana, além de oferecer uma das primeiras biografias sobre Freire desde seu trabalho no Brasil, e o exílio. 

         “Meus livros foram escritos em uma época muito importante da América Latina e especialmente no Brasil, porque Paulo Freire havia sido exilado e sua obra estava proibida pela ditadura militar”, disse o autor. 1964 foi o ano do Golpe e do sonho interrompido de fomentar uma educação emancipada voltada para a consciência política e social.

             Sobre a sua obra, Torres “sintetiza o que hoje se denomina como uma sociologia política da educação, oferece perspectivas analíticas vinculando a educação com a economia política, a filosofia política da educação e a pedagogia propriamente dita. Também oferece uma análise comparada das principais obras do ‘primeiro’ Freire que foi tão importante para as lutas políticas e pedagógicas da América Latina contra o autoritarismo. É um trabalho sistemático que oferece uma crítica radical e convida a uma democracia radical”.

              “O meu trabalho  não é oferecer apenas um comentário crítico mas um guia de leitura assim como um marco geral de compreensão do pensamento de Freire, dos pedagogos e pedagogas da liberação e das lutas pedagógicas na América Latina, ou seja, uma maneira de decodificar o pensamento de Freire e oferecer guias para sua implementação”, acrescenta.

              Paralelo à ideia desta retomada dos estudos sobre o seu pensamento, a Loyola homenageia os 51 anos da primeira experiência de alfabetização de adultos realizada pelo educador brasileiro em Angicos (RN), através do Programa Nacional de Alfabetização de Paulo Freire.

              Entre outras obras de Carlos Alberto Torres, destacam-se a colaboração no livro “Paulo Freire: uma biobibliografia”, organizado por Moacir Gadotti e o clássico “Comparative Education: the Dialetic of the global and the local” (“Educação comparada: a dialética do global e do local”), junto com Robert Arnove e Stephen Franz, obra originalmente publicada em inglês, já em sua 4ª edição, também traduzida para vários idiomas.

            “Na época que eu estava trabalhando o pensamento freiriano em Genebra (Suíça), Freire ainda não tinha alcançado o reconhecimento que possui atualmente. Devido aos textos que eu preparei, Paulo pode ser lido no Brasil. A importância desses textos se deram pela possibilidade de intelectuais brasileiros e portugueses terem acesso à leitura de Paulo Freire, em uma época em que o educador era censurado”, ressalta Torres.

Sobre o autor

           Carlos Alberto Torres, argentino, 63 anos, é diretor fundador do Instituto Paulo Freire da Argentina (2003), diretor fundador do Instituto Paulo Freire da Universidade da Califórnia Los Angeles, UCLA (2002) e diretor fundador do Instituto Paulo Freire de São Paulo (1991). É Professor Distinguido de Ciências Sociais e Educação Comparada na Universidade da Califórnia Los Angeles e sociólogo político da educação. Foi diretor do Centro Latino-americano da UCLA. É também poeta e escritor de ficção literária.

     Licenciado em Sociologia pela faculdade jesuíta Universidad del Salvador, na Argentina, obteve sua pós-graduação no México (FLACSO, Ciências Políticas) e nos Estados Unidos (Mestrado em Educação e Ph.D. em Desenvolvimento Internacional da Educação, na Universidade de Stanford).  Realizou seu curso de pós-doutorado em Fundamentos Educacionais no Canadá (Universidade de Alberta). Foi professor convidado em universidades da América do Norte, América Latina, Europa, Ásia e África. Lecionou em universidades na Inglaterra, Japão, Itália, Espanha, Tanzânia, Finlândia, Moçambique, Argentina, Brasil, México, Canadá, Costa Rica, Portugal, Taiwan, Coreia, Suécia e África do Sul.

Bruna Steinbach (Assessoria do autor)


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