domingo, 16 de fevereiro de 2025
Projeto APEAP busca proteger pegadas de dinossauros e registros rupestres na Paraíba
terça-feira, 10 de setembro de 2024
Estudantes do Projeto Rio do Peixe realizam um extenso trabalho de conservação dos fósseis de pegadas de dinossauros em Sousa (PB)
O Projeto é desenvolvido tanto em
campo nas regiões dos sítios quanto no laboratório de arqueologia e
paleontologia da UEPB (LABAP), no qual são realizadas as atividades para
conservação dos achados pré-históricos. As regiões onde são realizadas as
expedições e explorações ficam localizadas na Bacia Sedimentar do Rio do Peixe
e só é possível explorar essas localidades quando o rio está seco e sob a
orientação do guia local Luiz Carlos, ele tem uma vasta experiência nessas viagens
e há mais de 30 décadas trabalha nas buscas de vestígios em sítios
arqueológicos.
A estudante de biologia e bolsista selecionada do Projeto de Atividades de Pesquisa e Educação Ambiental e Patrimonial da Bacia Sedimentar do Rio do Peixe (APEAP), Aniele de Lima Rodrigues, é uma das investigadoras da pesquisa em campo e no laboratório. “Atuar como mulher pesquisadora é bastante significativo pois contribuo para a quebra de barreiras de gênero em áreas tradicionalmente dominadas por homens. Além disso, o fato de mulheres estarem cada vez mais presentes e atuantes nessas áreas serve como exemplo para futuras gerações de pesquisadoras, incentivando uma maior diversidade e inclusão no campo científico”, disse Aniele.
O estudante Eduardo Bruno, também bolsista do Projeto (APEAP) realiza um processo de tombamento e higienização dos materiais achados nas prospecções dos sítios. "É uma experiência riquíssima tanto pela questão da importância do Projeto na Paraíba quanto para o mundo da Arqueologia. Enquanto aluno da graduação de história, é uma excelente oportunidade participar de um projeto científico onde eu possa colocar todo o conhecimento adquirido na universidade em prática", afirma o estudante.
O Projeto tem como idealizador, o professor, pesquisador, arqueólogo e paleontólogo Juvandi de Souza Santos, que juntamente a outros professores e pesquisadores realizam o trabalho que deu início em julho deste ano e tem expectativas para finalizar esta primeira etapa do Projeto em março de 2025 com a realização do 1⁰ Simpósio Paraibano de Arqueologia e Paleontologia em Sousa (PB), com a exibição de palestras, mesas-redondas, homenagens e visita ao Museu do Vale dos Dinossauros em Sousa (PB).
quinta-feira, 29 de agosto de 2024
Arqueólogo Juvandi de Souza Santos fala sobre o Projeto Rio do Peixe que investiga pegadas de dinossauros e gravuras rupestres em Sousa e outros municípios da Paraíba
Juvandi de Souza Santos é professor, arqueólogo, paleontólogo e pesquisador da Universidade Estadual da Paraíba. Ele é o idealizador e coordenador geral do Projeto intitulado APEAP - Atividades de Pesquisa de Educação Ambiental e Patrimonial da Bacia Sedimentar do Rio do Peixe, na Paraíba, fomentado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ensino Superior (Secties-PB) em parceria com a Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq-PB) que conta com uma equipe multidisciplinar nas áreas de arqueologia, paleontologia, pedagogia, biologia, história e comunicação e tem como objetivo principal a preservação e difusão do patrimônio pré-histórico e histórico paraibano.
Primeiramente, gostaria que o senhor falasse um pouco do seu trabalho, como iniciou nas pesquisas científicas com foco nas prospecções de vestígios arqueológicos e paleontológicos na Paraíba?
Juvandi - Faz 32 anos que eu comecei nessas atividades de cunho arqueológico, paleontológico e espeleológico na Paraíba. Especificamente na região da Bacia Sedimentar do Rio do Peixe nós começamos as atividades em 2007/2008 realizando prospecções e atividades de educação ambiental e patrimonial nas comunidades dessa região.
quarta-feira, 28 de agosto de 2024
Arqueólogos e Paleontólogos do Projeto Rio do Peixe realizam atividades de preservação e conservação ambiental e patrimonial em sítios arqueológicos na Paraíba
A equipe multidisciplinar do Projeto de Atividades de Pesquisa de Educação Ambiental e Patrimonial na Bacia Sedimentar do Rio do Peixe (APEAP) é composta pelo coordenador geral Juvandi de Souza Santos (arqueólogo), João Rosa (arqueólogo), Juliana Carvalho (paleontóloga), Thomas Bruno (historiador), Rogério Ferreira (educação patrimonial), Flávia Martins (educação ambiental), Joice Schaeffer (assessoria técnica), Bruna Steinbach (jornalista e responsável pela divulgação do projeto), além dos estudantes bolsistas Eduardo Bruno, Aniele Rodrigues e Larissa Karla que também atuam no laboratório do Museu de História Natural da UEPB.
A equipe já esteve em atividades de campo para prospecções de salvamentos arqueológicos e identificou vestígios pré-históricos, que são pegadas fossilizadas de dinossauros e também gravuras rupestres.
"Essas inscrições e pegadas são conhecidas desde os anos 70, registradas pela primeira vez pelo Padre Giuseppe Leonardo que realizou importantes trabalhos paleontológicos no Brasil", afirmou o coordenador geral e arqueólogo Juvandi de Souza Santos.
As revisitações já aconteceram nos municípios de Sousa, de São João do Rio do Peixe e Poço de José de Moura na Paraíba.
A paleontóloga Juliana Carvalho afirmou que os registros fossilíferos no Brasil, pertencem ao povo brasileiro, é patrimônio da União. Por isso é importante o estudo e a preservação para que a população possa ter acesso e colaborar com a preservação.
"Essas atividades são fundamentais para a preservação e conservação do meio ambiente e dos patrimônios arqueológicos e paleontológicos, tanto para a comunidade científica quanto para sociedade", afirmou o arqueólogo João H. Rosa.
"Além disso, o conhecimento gerado durante a pesquisa pode subsidiar políticas ambientais sustentáveis de aproveitamento turístico e geração de renda para as comunidades do entorno, e também este trabalho não seria possível sem a ajuda de Luiz Carlos, nosso guia e um profundo conhecedor da região, responsável por inúmeros achados arqueológicos e paleontológicos. Somos muito gratos pela sua contribuição ao longo dessas cinco décadas de trabalho voluntário", finalizou o arqueólogo.
Além das atividades de campo que são fundamentais para a realização e coleta de dados para a pesquisa científica, o Projeto também visa a educação ambiental e patrimonial nas escolas municipais com realização de palestras, atividades lúdicas, exibição de filmes e um museu itinerante que ainda está em fase de implementação.
Como resultados das pesquisas de arqueologia, paleontologia, educação ambiental e patrimonial haverá o lançamento de um livro e a realização do 1⁰ Simpósio Paraibano de Arqueologia e Paleontologia.
Para saber mais informações do Projeto de Pesquisa acesse o portal da Secretaria de Ciência,Tecnologia, Inovação e Ensino Superior da Paraíba em SECTIES-PB.
Por Bruna Steinbach




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