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quarta-feira, 31 de julho de 2013

"Intervalos Instrumentais" traz em sua terceira etapa Toninho Ferragutti, Lucy Alves e Costinha


            Em sua terceira etapa, o Projeto Intervalos Instrumentais promovido pelo Sesc Paraíba, tendo o objetivo de fomentar a produção de música instrumental no estado e promover a troca de experiência entre artistas locais e convidados, trouxe na última etapa a guitarra de Ricky Furlani e agora trará ao público paraibano o forró em um intercâmbio entre os nossos artistas locais e paulistanos. Nos dias 1, 2 e 3 de agosto se apresentará em João Pessoa e Campina Grande os conterrâneos Lucy Alves e Costinha ao lado do acordeonista Toninho Ferragutti.

        Na próxima quinta-feira (1), se apresentam no Sesc Centro João Pessoa, a partir das 20 horas, os acordeonistas Lucy Alves e Toninho Ferragutti. Já na sexta-feira (2), o show acontece no Sesc Centro Campina Grande, também às 20 horas, e tem como atração o músico convidado Toninho Ferragutti e o saxofonista paraibano Costinha.

      Todas as atividades do Projeto Intervalos Instrumentais são gratuitas e abertas a quaisquer interessados.


Workshop

           O Serviço Social do Comércio da Paraíba realiza no dia 3 de agosto, em João Pessoa e Campina Grande, um workshop de acordeon com o músico paulista Toninho Ferragutti. A formação acontece no Sesc Centro em Campina Grande, às 9 horas, e no Sesc Centro João Pessoa, às 16 horas. A oficina está inserida na terceira etapa do projeto Intervalos Instrumentais.

        As inscrições para o workshop são gratuitas e devem ser efetuadas no setor de cultura de cada unidade. O artista ministrante é o músico, compositor e arranjador paulista, Toninho Ferragutti, que possui uma extensa participação em shows e em cds de artistas importantes do Brasil e do exterior. Foi indicado ao Grammy Latino no ano 2000 e o seu mais recente trabalho, Nem Sol nem Lua, entre os 10 melhores da música instrumental em 2006. Além dos shows autorais, o músico atua na Orquestra de Maria Schneider (USA), Celine Rudolf (Alemanha) e de artistas nacionais.

           Para mais informações os interessados podem entrar em contato através do número (83)3208-3194, para o Sesc Centro João Pessoa e pelo (83)3341-5800, para Campina Grande. Na capital, o Sesc Centro esta localizado na Rua Desembargador Souto Maior, 281, Centro. Já em Campina Grande, na Rua Giló Guedes, 650, Santo Antônio.




       Toninho Ferragutti é músico, compositor e arranjador paulista. Possui uma extensa participação em shows e em cds de artistas importantes do Brasil e do exterior. Foi indicado ao Grammy Latino no ano 2000 pelo cd Sanfonemas e o seu mais recente trabalho, Nem Sol nem Lua, entrou na seleta lista como os 10 melhores da música instrumental em 2006. Além dos shows autorais, o músico atua na Orquestra de Maria Schneider (USA), Celine Rudolf (Alemanha) e de artistas nacionais, do gabarito de Maria Bethania, Mônica Salmaso, Gilberto Gil, Zizi Possi, Trio 202, Edu Ribeiro e Jovino Santos Neto.

Fonte: Sesc Centro/ Foto: Diego Caiaffo

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Entrevista com Marcus Viana, produtor musical de novelas da Globo e da cantora Paula Fernandes



Quem viu e ouviu a nova musa da música brasileira, Paula Fernandes, cantando ao lado do Rei Roberto Carlos, no show em Copacabana, Rio de Janeiro, em dezembro de 2010, transmitido pela Rede Globo, com certeza se emocionou com a moça, dona de uma voz encantadora!

 A jovem, no auge dos seus 27 anos, é a mais nova estrela do cenário musical brasileiro, apresentando em seus shows um repertório afinado, romântico e pop!  Mas não se tornou conhecida assim da noite para o dia. A cantora nasceu em Sete Lagoas, Minas Gerais e começou a cantar apenas com oito anos de idade. Gravou 2 cd’s demo com o músico e produtor Marcus Viana, que incluiu a cantora na trilha sonora de duas novelas da Globo, “Escrito nas estrelas” com a música “Quando a chuva passar” e em “Araguaia” com “Tocando em frente”, juntamente com o cantor Leonardo, e em outubro de 2010 gravou o seu primeiro DVD da carreira contendo os grandes sucessos e músicas inéditas, inclusive com participação do próprio Marcus Viana.

 Marcus Viana, músico e compositor, autor de grandes sucessos de trilhas sonoras das telenovelas da Rede Globo, trabalhou em “O Clone”, “A casa das sete mulheres”, “Pantanal”, “Que rei sou eu”, “Xica da Silva”, “Terra Nostra”, a minissérie “Chiquinha Gonzaga”, o filme “Olga” e outras produções, obras televisivas que não só marcaram a carreira do compositor mas uma geração inteira que acompanhou e contemplou os grandes sucessos do autor. Na entrevista, Marcus Viana esbanja simpatia e sinceridade onde fala sobre a “Paulinha” (como costuma chamar a cantora), os interesses do mercado fonográfico e os marcos em sua carreira.

1. Como se deu o processo de produzir artistas brasileiros?

Na verdade sou músico e compositor. Ser produtor foi consequência, pois como eu era independente tive que produzir meu próprio trabalho, aprender ao longo do tempo todas as etapas do processo de produção de um cd , mais tarde, de um dvd, produzir arte gráfica... Claro, afinal o gostoso de ser independente é poder fazer as próprias capas e toda a arte né? Comecei na minha carreira de produtor quando produzi meu primeiro LP em 1984.

2. Prefere fazer ou produzir música?

Claro que prefiro compor... Não tem nada mais prazeroso do que o processo criativo... Criar música, as letras para as canções, as artes para as capas... Isso é o melhor! Agora produzir é um saco: tomar conta de tudo , extremamente racional, exaustivo e trabalhoso... Cuidar do trabalho dos outros em todos os setores.... Jogo duro! No meu caso, imagine tomar conta do trabalho musical artístico e burocrático! Aghh...

3. Como foi trabalhar com a cantora Paula Fernandes?

Tive o prazer de trabalhar com a Paula à partir de 2005 quando ela ainda era uma ilustre desconhecida. Pude conviver com ela no dia à dia, desde então trocamos figurinhas: ela tocou na minha banda e eu produzi os trabalhos dela! Me tornei uma espécie de empresário, me dedicando à encontrar um caminho para a música da Paula. Foi a primeira vez em que extrapolei minha função de músico e dei uma de empresário e produtor... Coincidiu que meu trabalho na Globo diminuiu e tive mais tempo para me dedicar à Paulinha. Sorte dela e sorte minha, conseguimos o quase impossível: convencer uma multinacional à investir num novo talento, uma mulher num vasto universo masculino...esse ...esse mundo agro-rural... (risos!)

4. Quais os artistas você já produziu?

Só ajudei alguns na criação de arte gráfica, em pós-produção de áudio (finalização de cds). Produzir mesmo, só a Paulinha.

5. Em toda a sua trajetória como produtor musical quais as maiores dificuldades encontradas?

Acho que é depois de tudo lindo e pronto, mostrar pro mundo... Divulgar, promover, distribuir e vender. Fazer acontecer! Isso é um departamento que só as multinacionais tem. Lançamos 2 cds da dona Paula Fernandes e tudo estava bem pequeno, mesmo eu conseguindo colocar ela na Globo em 2 novelas... foi só a Universal chegar e crau! Emplacou nacional...

6. Pra você quais as maiores exigências atualmente do mercado musical brasileiro?

Exigências? O mercado da música é viciado culturalmente... É chapado, não tem ética, não tem classe, não tem um único objetivo à não ser a grana! Não existe a preocupação quanto à Arte em sua essência maior.

7. Na sua carreira de músico, quais os trabalhos que mais marcaram a sua vida?

Meu início com o grupo Sagrado Coração da Terra. Fazer as trilhas das novelas Pantanal, O Clone, Xica da Silva, A Casa das 7 Mulheres e do filme Olga, e agora produzir os cds da nossa famosa diva sertaneja!