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terça-feira, 24 de setembro de 2013

Totonho, Adilson Medeiros e Gil de Rosa se apresentam na Mostra Sesc de Música Paraibana 2013

       






        A mistura de ritmos nordestinos com batidas eletrônicas tentam definir o som alternativo de Totonho. Com sonoridade intensa, letras com conteúdo de cunho social e ironias ao sistema, o músico revela irreverência e humanismo tanto do seu lado artístico quanto em seus trabalhos comunitários. Com uma carreira fomentada em um forte trabalho popular, formado em Arte e Educação na UFRJ, foi um dos fundadores do MusiClube da Paraíba – uma espécie de Escola de Produção e Cooperativa de Compositores – junto a à artistas como Chico César, Jarbas Mariz, Paulo Ró, Adeildo Vieira e Escurinho.

         Ainda em João Pessoa, participou da criação do projeto Vivencia, da Escola Comunitária Margarida Maria Alves e coordenou a Frente Política dos Compositores Pessoenses, em solidariedade às invasões de terras em Camucim e Alagamar. Em 79, muda-se para o Rio de Janeiro, onde cria a ONG Ex-cola e a AfroReggae, além de dedicar 12 anos de sua vida a questões da infância e adolescência carioca junto a órgãos, ongs e diversas entidades.

         Este ano, a Mostra Sesc de Música Paraibana homenageia o ilustre cantor e instrumentista Carlos Antonio Bezerra da Silva, o Totonho. O músico subirá ao palco do Teatro Ednaldo do Egypto, local do evento, no dia 8 de outubro, às 20 h, para receber a homenagem.

         Além de Totonho, se apresentará no palco Adilson Medeiros no dia 7 de outubro. Compositor e poeta de alma, floresce em sua música uma poesia bucólica que exalta as belezas da vida campestre e da natureza, tornando-o um artista de estilo próprio. De xote, baião e forró Adilson entende muito bem, o seu repertório peculiar nos remete aos tempos de outrora, daquele menino do interior apaixonado pela vida simples e rural que carregava debaixo do braço o seu companheiro fiel, o violão. 

        Outro grande artista também fará show especial na Mostra Sesc de Música Paraibana. Gil de Rosa subirá ao palco no dia 9. Nascido em João Pessoa, Gilberto Nascimento teve sua carreira iniciada no ano de 1976, como vocalista e compositor do Grupo Ave Viola, junto com Dida Fialho, Firmino, Paulo e Jose Carlos dos Santos, onde realizaram vários shows e a gravação de um compacto simples com as participações de Zé Ramalho e Pedro Osmar.

        O evento, realizado pelo Sesc Centro, tem o objetivo de incentivar a produção musical no estado, descobrir novos talentos, valorizar artistas locais e formar plateia para a música produzida na Paraíba. 18 composições de artistas paraibanos foram selecionadas para se apresentaram durante os três dias da mostra e compor um cd que será gravado posteriormente no SG Estúdio Digital.

         O projeto acontecerá sempre às 20 horas, com entrada franca ao público. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (83) 3208-3194 ou pelo site www.sescpb.com.br.

Matéria publicada em WSCOM


Bruna Steinbach

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Sesc lança edital para edição 2013 da Mostra de Música Paraibana

        

O Sesc paraíba está com inscrições abertas para compositores, artistas e grupos que desejam integrar a edição 2013 da Mostra Sesc de Música Paraibana, que acontece de 9 a 11 de outubro em João Pessoa. O objetivo do evento é promover e incentivar a composição, produção e destacar a qualidade artística do movimento musical no estado, além de descobrir e valorizar os talentos regionais e difundir a música como um dos meios de expressão cultural. O edital, onde consta o material necessário para a inscrição e mais informações, bem como ficha de inscrição e autorização de imagem, podem ser acessados no site www.sescpb.com.br. As inscrições seguem até o dia 30 de agosto.
Podem ser inscritas composições de quaisquer estilos musicais, instrumentais ou em língua portuguesa, contanto que sejam composições brasileiras, autorais e não tenham sido apresentadas anteriormente em festivais ou mostras. Cada compositor deve inscrever três músicas, podendo as três ser selecionadas para a apresentação ao vivo, e uma delas integrar o CD da Mostra Sesc de Música Paraibana 2013. Após as inscrições, 18 compositores serão selecionados por uma comissão julgadora formada por profissionais da área a convite do Sesc, e a listagem das músicas selecionadas para a apresentação ao vivo, bem como para o CD, será divulgada no dia 13 de setembro.
As inscrições, juntamente com todo o material obrigatório, devem ser entregues das 9h às 18h nas unidades do Sesc Centro João Pessoa, Campina Grande ou Sesc Guarabira. Não serão aceitas inscrições enviadas por fax, correios ou internet. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (83) 3208-3194. O edital, ficha de inscrição e autorização de imagem podem ser acessados no site www.sescpb.com.br.
Fonte: Sesc PB.
            

quarta-feira, 31 de julho de 2013

"Intervalos Instrumentais" traz em sua terceira etapa Toninho Ferragutti, Lucy Alves e Costinha


            Em sua terceira etapa, o Projeto Intervalos Instrumentais promovido pelo Sesc Paraíba, tendo o objetivo de fomentar a produção de música instrumental no estado e promover a troca de experiência entre artistas locais e convidados, trouxe na última etapa a guitarra de Ricky Furlani e agora trará ao público paraibano o forró em um intercâmbio entre os nossos artistas locais e paulistanos. Nos dias 1, 2 e 3 de agosto se apresentará em João Pessoa e Campina Grande os conterrâneos Lucy Alves e Costinha ao lado do acordeonista Toninho Ferragutti.

        Na próxima quinta-feira (1), se apresentam no Sesc Centro João Pessoa, a partir das 20 horas, os acordeonistas Lucy Alves e Toninho Ferragutti. Já na sexta-feira (2), o show acontece no Sesc Centro Campina Grande, também às 20 horas, e tem como atração o músico convidado Toninho Ferragutti e o saxofonista paraibano Costinha.

      Todas as atividades do Projeto Intervalos Instrumentais são gratuitas e abertas a quaisquer interessados.


Workshop

           O Serviço Social do Comércio da Paraíba realiza no dia 3 de agosto, em João Pessoa e Campina Grande, um workshop de acordeon com o músico paulista Toninho Ferragutti. A formação acontece no Sesc Centro em Campina Grande, às 9 horas, e no Sesc Centro João Pessoa, às 16 horas. A oficina está inserida na terceira etapa do projeto Intervalos Instrumentais.

        As inscrições para o workshop são gratuitas e devem ser efetuadas no setor de cultura de cada unidade. O artista ministrante é o músico, compositor e arranjador paulista, Toninho Ferragutti, que possui uma extensa participação em shows e em cds de artistas importantes do Brasil e do exterior. Foi indicado ao Grammy Latino no ano 2000 e o seu mais recente trabalho, Nem Sol nem Lua, entre os 10 melhores da música instrumental em 2006. Além dos shows autorais, o músico atua na Orquestra de Maria Schneider (USA), Celine Rudolf (Alemanha) e de artistas nacionais.

           Para mais informações os interessados podem entrar em contato através do número (83)3208-3194, para o Sesc Centro João Pessoa e pelo (83)3341-5800, para Campina Grande. Na capital, o Sesc Centro esta localizado na Rua Desembargador Souto Maior, 281, Centro. Já em Campina Grande, na Rua Giló Guedes, 650, Santo Antônio.




       Toninho Ferragutti é músico, compositor e arranjador paulista. Possui uma extensa participação em shows e em cds de artistas importantes do Brasil e do exterior. Foi indicado ao Grammy Latino no ano 2000 pelo cd Sanfonemas e o seu mais recente trabalho, Nem Sol nem Lua, entrou na seleta lista como os 10 melhores da música instrumental em 2006. Além dos shows autorais, o músico atua na Orquestra de Maria Schneider (USA), Celine Rudolf (Alemanha) e de artistas nacionais, do gabarito de Maria Bethania, Mônica Salmaso, Gilberto Gil, Zizi Possi, Trio 202, Edu Ribeiro e Jovino Santos Neto.

Fonte: Sesc Centro/ Foto: Diego Caiaffo

sábado, 11 de maio de 2013

Causos de um canto nordestino, Adilson Medeiros “o poeta do sertão!”



Desde o momento em que cria a letra de suas canções até a composição das melodias, Adilson Medeiros revela ser um músico e poeta de alma. No trabalho artístico do cantor e compositor, floresce em sua música uma poesia bucólica que exalta as belezas da vida campestre e da natureza, tornando-o um artista de estilo próprio. O repertório peculiar nos remete aos tempos de outrora, daquele menino do interior apaixonado pela vida simples e rural que carregava debaixo do braço o seu companheiro fiel, o violão.

De xote, baião e forró Adilson entende muito bem. Natural de Sertânia (PE), abandonou a carreira de advogado para dedicar-se exclusivamente à música. Participou do festival nacional “Canta Nordeste 1992” da Rede Globo, onde faturou o prêmio de “melhor letra” e figurou no disco da Som Livre com a música “Fado Xotado”, momento este que recebeu o reconhecimento nacional pela sua originalidade musical e artística.

Lançou quatro discos em sua carreira, no qual o cd intitulado “Eternos Mourões” foi lançado em 2010 e é a sua obra atual. Recentemente participou da gravação do programa da Rede Globo Nordeste “Causos e Cantos”, com a música de sua autoria "Viola", gravado em Recife (PE), que vai ao ar em junho pela emissora e transmitido para toda a região do nordeste. Artistas renomados também já passaram pelo palco do programa, como Moraes Moreira, Renato Teixeira, Dominguinhos, Xangai, Maciel Melo, André Rio, Cristina Amaral, Elba Ramalho, Pinto do Acordeom, Genival Lacerda, entre tantos outros.

A cada ano, o programa muda de formato. Neste, o tema é direcionado à obra de Euclides da Cunha, "Os Sertões", onde aborda a principal calamidade do sertão nordestino: a seca. Causo, que significa "história inventada ou verdadeira contada de maneira engraçada" e canto, do verbo "cantar" forma o trocadilho que dá origem ao nome do programa. "Causos e Cantos" retrata através da narração de causos nordestinos e da musicalidade brasileira um pouco da vida dos habitantes do nosso sertão.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Um bato-papo com o músico e militante cultural Lis Albuquerque


A Paraíba é um celeiro de grandes artistas e este fato não se discute. Acompanhamos em nossa história o nascimento e crescimento de nomes que se transformaram em ícones nacionais e internacionais. Eu começo citando Jackson do Pandeiro, paraibano de Alagoa Grande, conhecido como o “rei do ritmo”, que foi importante influência para a música popular brasileira e, ao lado de Luíz Gonzaga, pernambucano de Recife, o “rei do baião”, se tornou responsável pela nacionalização de canções nordestinas. 

A música é elemento da nossa identidade cultural, a marca de um povo, que registra as diversas transformações ocorridas ao longo das gerações. Mas a música muda de acordo com o tempo e sofre modificações do mercado exigente e competitivo, o que a torna em um produto de consumo. 

Acompanhe o bate-papo com o músico Lis Albuquerque sobre a sua carreira artística e como ele define a relação música x consumo x mercado.

Bruna - Quais os eventos ou festivais que você já participou em João Pessoa ou pelo estado?
Lis - Já faço música, cultura, ativismo, aqui na Paraíba desde o inicio dos anos 80. Passei um tempo no sul do país, mas já estou de volta há vinte anos. Nesse tempo realizei a criação de diversos trabalhos que para mim foram e ainda são importantes como o projeto Folia de Rua, o sêlo Aquarius (gravadora), a gravação de 2 discos e o espetáculo PARAHYBA SIM SINHÔ (em cartaz todas as quartas e quintas no restaurante Camarão Grill). Participei de vários festivais e também produzi outros, mas os que mais me deram destaque e experiência na PB foram o FREVANÇA, CANTA NORDESTE e FORRÓ FEST, neste último, onde participei por 07 vezes, tive o privilégio de ganhar o primeiro lugar este ano com a música É TUDO FORRÓ (Lis – Alberto Arcela) o que veio a ampliar ainda mais minha visão e admiração pelas grandes produções que traduzem profissionalismo e respeito pela arte da música. Vários outros eventos tive a oportunidade de participar pelo Brasil. Quando morava no Rio de Janeiro e depois São Paulo, toda semana haviam encontros de nordestinos que cantavam suas origens em locais freqüentados por artistas e intelectuais que se revezavam apresentando a nova música do Brasil que vinha do Nordeste. Nesse bloco estavam eu, Lenine, Tadeu Mathias, Bráulio Tavares, Capilé, Cátia de França, Fagner, Belchior e tantos outros que carregavam nas costas a responsabilidade de divulgar a musica do Nordeste. Atualmente tenho me dedicado a trabalhar nessa linda região em que vivemos. O Nordeste é quase um grande país, com uma cultura comercialmente promissora e com novos espaços para os que estão realizando trabalhos com profissionalismo e dedicação.

Bruna - Sabemos que a globalização é um fenômeno sem fronteiras e que influencia diretamente nas indústrias de consumo de produtos musicais. Como você define a relação música x consumo x mercado?

Lis - Não é o caso de ser contra a Indústria Cultural. Mas nesses tempos de globalização, de neoliberalismo, as pessoas só querem saber do lucro. De quanto custa esse ou aquele  objeto cultural. O que é mais importante para o Brasil: Parrá ou uma banda pop ou sertaneja?  Para a indústria cultural a banda pop  ou sertaneja trará muito mais lucros. Aí eu também pergunto: como ficam as músicas de conteúdo, a cultura popular de origem, por exemplo, a batida dos índios, caboclinhos? Devido à várias indefinições dentro do que é aceitável ou não, é que nossa identidade está fragmentada, quase destruída. Isso sem falar na enxurrada de bandas de forró que ocupam espaços relevantes na sociedade. Em outras palavras, são dois pesos e duas medidas.

Bruna - Conte um pouco sobre a sua rotina: o trabalho de compor, a elaboração de uma música, a gravação. E quais as suas expectativas em relação ao futuro de sua música aqui na Paraíba.
Lis - Tenho alguns parceiros que constitui ao longo dos anos, dentre eles Alberto Arcela que tem sido um norte na elaboração de trabalhos de vanguarda. Sou daqueles que exerce várias funções durante o dia, todas elas ligadas à música, desde produção, elaboração e execução de projetos culturais, isso sem falar que o aprendizado é constante, estou em processo criativo o tempo todo e é fundamental discernir as ideias para que não sejam divulgadas em vão. Já participei de todo tipo de evento na Paraíba, mas sempre falta  algum, os espaços são limitados, é preciso criatividade para expandir o potencial em todas as áreas, por exemplo, turística e/ou corporativa, associativas, etc. Aqui as coisas são amadoras demais para visibilizar um artista por si só, ele tem que  buscar mecanismos alternativos que completem seu trabalho, isso sem falar também na indústria da pirataria que afeta à todos. É hora de sair, de intercambiar, de trocar ideias com os estados vizinhos, saber o que eles estão fazendo e procurarmos juntos uma solução para a música nordestina de forma geral, incluindo a cultura popular, sem demagogia é claro. Temos que tirá-la desse marasmo e, de alguma forma, negociar com as indústrias da mídia uma corelação de valores e participações. A Paraíba ainda está engatinhando quando se trata de produção alternativa. Os verdadeiros atores não estão participando da cena e isso faz com que alguns projetos sejam feitos a toque de caixa, deixando a classe artística sem amparo ou mesmo sem alternativas morais, pois não há mercado que suporte a demanda  de novos trabalhos e qualificados.   

                                    

Beto Brito fala sobre produção musical na Paraíba




Um místico de repente, peleja, côco, toré, baião, martelo, cordel, rabeca e viola; é um  caldeirão  borbulhante  de todas as influências sonoras e literárias do nordeste brasileiro, sem o  estereótipo  do  conservadorismo tradicional e imutável. É um disco para o mundo, marcante, definitivo, atemporal, poético e  percussivo; regional e contemporâneo; primitivo  e  transcendental.  Assim  caminha  o  Imbolê, entre guitarras distorcidas, violas e rabecas, zabumbas, cítaras e grooves eletrônicos, reverenciando a  alquimia das fusões entre o pop e o  regional, flertando  com  o rap-rock, sampleando com  as  baladas  e cirandas, na pancada irreverente do baião elétrico. Produzido por  Robertinho  de  Recife, com  participação  especial  de Zé Ramalho e a poesia surrealista  de  Zé Limeira,  o “Imbolê - cordel e som na caixa”, é acompanhado ainda, de doze   livretos  autorais, recheados  de  martelos, ditados populares e emboladas, completando assim, essa brilhante obra músico/literária brasileira." (trecho retirado do site www.betobrito.com)

Leia à seguir o que Beto Brito opinou sobre os assuntos abordados: 

Como você define a fomentação da música paraibana no estado?
Caminhando... Ainda precisa dar passos mais largos, porém os caminhos estão sendo abertos. Mesmo com todas as intempéries e descuidos de tantos anos, eu sinto que muita coisa pode ser mudada  e reinventada. O que nós, artistas, devemos botar na cabeça é o seguinte: quem cuida de nós, somos nós... O estado, enquanto instituição, é apenas um elemento que pode nortear os investimentos, aumentando ou diminuindo, mas o conceito e as criações que farão as diferenças entre quem sobrevive e quem naufraga só depende de cada um.
Quais as maiores dificuldades em fazer/produzir música na Paraíba?
As mesmas dificuldades de qualquer outro lugar do mundo... Quem decide pela opção de viver de música ou de qualquer outra forma de arte, a única coisa que ele tem como certo é a incerteza. Nós, aqui na Paraíba, podemos sofrer ainda um pouco mais, pela influência de um estado como Pernambuco que tem quatro décadas de investimentos relevantes em sua obra cultural, enquanto que, pelas bandas de cá, somente começaram a enxergar sua importância como fonte de renda e expansão do turismo, de poucos anos pra cá. Quando perceberem que cultura é tão importante quanto saneamento básico, então diminuirão as dificuldades e as “doenças culturais” que atingem nosso povo.
Aponte algumas soluções para um maior incentivo à produção de música na Paraíba.
- A Criação de “Embaixadas Culturais” em São Paulo, Brasília e Rio de Janeiro, com espaços para exposições permanentes de fotografia, artes plásticas; palco para shows, peças teatrais, cinema, artesanato, feiras, etc;
- Espaços fixos e volantes para apresentações culturais diversas nos bairros de João Pessoa e em todo estado;
- Leis de incentivo que priorizem a produção profissional. Diferindo quem faz arte com profissionalismo e quem tem apenas “vontade” de gravar um Cd para mostrar pros amigos. A democracia, neste caso, não é tratar todos por igual, porém cada um com sua importância e reais condições de projeção e crescimento, diferindo as verbas de acordo com o perfil e o talento do grupo e/ou artista;
- Criar um diálogo com estados, como Pernambuco, para estabelecer um sistema de troca, ou seja, que os artistas daqui, na mesma proporção, toquem no estado vizinho, como os artistas de lá são trazidos pra cá;
- Investir em feiras culturais para nosso estado ou, pelo menos levar nossa cultura para feiras no Brasil e no exterior;
- Criar núcleos dentro da Secretaria de Cultura e Funjope, que possam ajudar os artistas que não dispõe de ferramentas e informações suficientes para desenvolver seus Projetos Culturais para Lei de Incentivo, como a Lei Rouanet, por exemplo;
- Investir em Escolas de Formação Erudita, como a Antenor Navarro, por exemplo;
- Incentivar os Mestres da Cultura Popular e os seus seguidores;
- Criar Festivais com bom suporte técnicos de palco, luz e som, para eventos da cultura primária, como o repente de viola e literatura de cordel.   
4. Conte sobre a sua história com a música paraibana.
Minha música é paraibana! Embora não seja paraibano –sou piauiense- foi aqui onde tive o prazer de conviver com esse gigantesco celeiro cultural  e fazer minhas criações. Desde os coquistas,como Terezinha e Lindalva, Geralldo Mouzinho e Caximbinho à repentistas como Oliveira de Panelas, Ivanildo Vila Nova a estudiosos da cultura popular, feito Bráulio Tavares, Jessier Quirino, Astier Basílio, Altimar Pimentel, passando por artistas contemporâneos, feito Escurinho, Totonho, Cabruêra, artistas plásticos do nível de Clóvis Júnior e Flávio Tavares à escritores como Ariano Suassuna, Astier Basílio  e forrozeiros da estirpe de Marinês, Genival Lacerda, Biliu, Clã Brasil, Flávio José, Sivuca e por aí vai. Minha relação com a cultura da Paraíba é ampla, próxima e definitiva!